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Abortos de repetição: algumas causas e anomalias

O aborto de repetição é definido quando acontecem três abortos consecutivos. Saiba mais sobre anomalias endócrinas, defeitos da fase lútea, problemas imunológicos, entre outras possíveis causas.

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Hipersecreção de LH

Concentrações elevadas da hormona luteínica (LH) na fase folicular estão associadas a um risco aumentado de infertilidade e aborto. Um estudo realizado no Hospital St. Mary em Londres, em mulheres com abortos recorrentes, revelou que 52% tinham ovário poliquístico e destes 13% tinham uma concentração sérica elevada de LH.

 

Uma concentração sérica elevada da hormona folículo estimulante (FSH) é encontrada em 1-2% mulheres com abortos recorrentes e reflecte uma reserva ovariana reduzida e a possibilidade de insuficiência ovariana prematura. Aconselhamento é necessário e a doação de óvulos pode ser indicada como o único tratamento potencial.

 

Causas imunológicas

O reconhecimento imunológico e a não rejeição de uma gravidez são essenciais para sua sobrevivência. Tem sido sugerido que abortos recorrentes podem resultar de uma quebra dos mecanismos imunológicos naturais, devido a doença auto-imune ou a insuficiência da mãe para produzir uma resposta imunológica protectora para a gravidez geneticamente diferente.

 

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Autoimunidade

Aproximadamente 2% das gestantes normais e 15% das mulheres com abortos de repetição têm presente o anticorpo anticoagulante lúpico ou o anticorpo anticardiolipina, ambos os quais são anticorpos antifosfolípidicos. A síndrome dos anticorpos antifosfolípidicos (SAAF) é uma doença em que o organismo produz anticorpos que afectam a coagulação sanguínea, levando à formação de coágulos que acabam por obstruir a passagem de sangue nas veias e artérias. A SAAF é uma causa importante para a ocorrência de trombofilia adquirida e abortos de repetição. Esta síndrome acompanha-se de um risco aumentado de trombose arterial e venosa e as pacientes apresentam frequentemente trombocitopenia (nº baixo de plaquetas).

 

Os testes laboratoriais indicam que os anticorpos antifosfolípidicos podem ser detectados em cerca de 30% dos pacientes com lúpus eritematoso e com menor incidência em outras doenças auto-imunes. Nestes casos quando há história de oclusões venosas ou arteriais (tromboses), é dito que o paciente tem SAAF secundária. A SAAF pode ocorrer de forma isolada, sem associação com outras doenças, denominada SAAF primária.

 

Mulheres com história obstétrica normal e anticorpos antifosfolípidicos têm uma taxa de aborto de 50-75%, enquanto mulheres com abortos de repetição e anticorpos antifosfolípidicos perdem 90% de suas gestações, e a taxa de aborto é ainda maior se o paciente tiver lúpus eritematoso sistémico. Deve-se perguntar sobre uma história de artralgias, tromboflebite, erupções cutâneas que aumentam com o frio, enxaqueca, e história familiar de trombose, acidentes vasculares cerebrais e infartos do miocárdio em parentes com idade inferior a 50 anos. Vários estudos concluíram que o uso da aspirina (75 mg ou 100 mg) combinada com heparina reduziu significativamente o risco de aborto.

 

 

 

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