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A viabilidade dos estudos

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Na passada semana, fomos surpreendidos com uma notícia que prova a falta de transparência que há em muitos estudos apresentados. O problema é que envolve entidades credíveis como a Universidade de Harvard. Se não acreditamos na sua idoneidade, em quem vamos acreditar?

 

Em causa estão resultados apresentados na década de 1960 que minoravam a interferência do açúcar nas doenças cardiovasculares e punham a ‘culpa’ nas gorduras.  «A Associação de Açúcar pagou a muitos prestigiados cientistas de Harvard para publicarem comentários concentrados na gordura saturada e no colesterol como principais causas da doença cardíaca, no momento em que os estudos que indicavam que o açúcar era um fator de risco para doenças cardíacas começaram a acumular-se», disse Laura Schmidt, investigadora da Universidade da Califórnia, à ‘Reuters’.

 

A descoberta destes documentos polémicos vem juntar ainda mais lenha à fogueira numa época em que se debate o que é realmente saudável comer, pois há estudos que glorificam e diabolizam todo o tipo de alimentos. É a carne, é a gordura, é o leite, é o trigo…

 

Afinal o que podemos comer? Nós, que queremos fazer uma dieta saudável para promovermos a nossa saúde e a dos nossos filhos, o que podemos afinal por no prato? Damos leite aos nossos filhos ou não? Carne com frequência faz mal ou dá energia? Comer trigo e centeio devem estar sempre presentes ou afinal estão todos modificados e interagem de forma maléfica na nossa biologia química? E a soja?

 

É de facto muito difícil tomar decisões no meio de tanta contradição. Cá por mim, o melhor é tentar passar entre os pingos da chuva. Como? Fazendo uma alimentação variada, não excluir nada, mas dando preferência aos vegetais, fruta e leguminosas. Carne, peixe, pão, lacticínios também lá estão, mas na minha perspetiva com moderação. A única regra: que tudo (ou quase tudo) seja biológico. Pelo menos os químicos sabemos que fazem mal e podemos evitá-los.

 

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