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A verdade que liberta

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É provavelmente uma das coisas que mais condiciona as pessoas, aquilo que elas pensam que os outros pensam acerca de si. A opinião subjectiva daquilo que os outros possam remotamente pensar acerca de nós chega a ser patológico em algumas pessoas.

 

Quantos, antes de sair de casa, viram e reviram o armário à procura da roupa ideal depois de já terem experimentado dezenas de peças, que ficam mal porque a colega disse que “me faziam gorda” ou algo parecido. Deixamos de dizer ou fazer coisas porque “parecem mal” e quantas vezes damos por nós a dizer alto ou para nós mesmos coisas como “o que irão os outros pensar?”.

 

Já pensou na quantidade de relações que terminaram com base na possível opinião que os outros possam ter? Pais que põem os filhos fora de casa porque são homossexuais, engravidaram, ou coisa parecida? “Tiveste más notas! Os outros vão pensar que não te damos educação!” Tudo isto são manifestações das inseguranças que construímos na nossa mente acerca do que os outros pensam (ou não) sobre nós.
E claro que este tipo de atitudes leva a que, em última análise, vivamos uma vida que não é realmente nossa. É como se fôssemos um personagem na peça da vida, mudando de uniforme consoante as circunstâncias, mas sem nunca nos adaptarmos verdadeiramente a um deles. Além de tantas coisas potencialmente negativas que me ocorrem, isto faz com que nunca exprimamos a nossa verdadeira essência, o nosso verdadeiro Eu. Sou só eu que acha que isto é uma receita para o desastre?
Quantas vezes não falamos com pessoas que, depois de terem vivido uma relação de anos, dizem que parece que estiveram a viver outra vida e que sentem que não tinham nada a ver com o que viveram? E o mais provável é terem razão, é terem vivido para agradar a outra pessoa apenas para perceberem anos mais tarde que não era nada daquilo que queriam para si.
Bom, se há uma coisa que aprendi com os diferentes processos de desenvolvimento pessoal é que se há algo sobre o qual não temos nenhum controlo é sobre o que os outros pensam de nós. Podemos fazer tudo para agradar alguém ou condicionar a forma como pensa sobre nós, mas a verdade é que essa pessoa pode continuar a achar que somos umas bestas…
Viemos a este mundo para nos exprimirmos, para mostrar quem realmente somos. E se é verdade que “só vivemos uma vez”, então o que digo ganha ainda mais força pois não teremos outra oportunidade de o fazer. Se é mentira, então ainda assim estaremos a desperdiçar uma oportunidade valiosa de libertarmos a nossa essência.
Sugiro que começo por fazer um levantamento de valores numa área da sua vida (Já lhe disse como noutro artigo), comece a descobrir quem é e o que a/o faz correr. Quando já tiver uma boa ideia disso, rodeie-se de pessoas idênticas. Lembre-se que somos o reflexo das cinco pessoas com quem mais convivemos, por isso, faça uma boa escolha. O que quer que faça, faça-o por si, apenas por si.
Como já cantava Frank Sinatra e tantos artistas de karaoke por esse mundo fora “I did it my way”. Bom conselho, faça à sua maneira e vai ver que é capaz de ser giro!

Namastê

Sérgio Oliveira
sergio oliveira

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