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A tranquilidade, o farol no meio do caos…

Nas últimas semanas a sociedade parece um puzzle, cujas peças não encaixam. Tudo está diferente, complexo gerando a perceção de caos.

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As pessoas, essas, experienciam um conjunto de emoções e sentimentos, negando, hipervalorizando, ficando indiferente ou reagindo com os recursos que sabem e têm a esta pandemia.

 

Mas no meio da incerteza, da dúvida, do medo, só um corpo e mente tranquila podem ajudar a lidar com a adversidade. Sei que não é fácil manter a tranquilidade no meio do caos, manter o equilíbrio quando tudo aponta para o desequilíbrio.  Mas fácil não significa impossível…

 

O cérebro humano está desenhado para antecipar os acontecimentos, para responder emocional e cognitivamente de maneira precipitada quando o pânico aparece. No entanto, o ideal nestas circunstâncias é manter a tranquilidade, experimentar uma sensação de calma.

 

Dizer parece fácil, mas colocar em prática é um dos atos mais complexos que pedimos ao ser humano. Quando o caos bate à porta e nos tira a calma, a mente descontrola-se e contagia os que estão ao seu redor, fazendo com que o medo se transforme num inimigo de proporções extraordinárias.

 

Paralelamente, somos seres acostumadas a ter o controle sobre a realidade imediata, sentir que estamos no meio do caos, que o que ontem era certo e seguro, e o hoje é incerto perturba-nos e inquieta-nos. Não saber o que pode acontecer amanhã é, sem dúvida, o que mais assusta e limita o ser humano. Nada aumenta tanto a angústia como o “não saber”, a incerteza em si.

 

Devemos disseminar a calma, a tranquilidade. Mas como? A tranquilidade aparece quando aceitamos que não podemos controlar o caos. É necessário aprender a tolerar a incerteza. Devemos assumir que, ainda que não tenhamos o controlo sobre certas coisas, temos sempre o controlo da forma como vamos reagir à ausência desse controlo.

 

Para isso elimine os pensamentos catastróficos. Não ajudam a fazer uma avaliação objetiva da realidade. Lembre-se, a mente deve ser nossa aliada, e não uma adversária que nos atrapalha e condiciona cada movimento. Consciencialize-se do que se passa na sua mente e elimine o diálogo interno negativo.

 

Escolha quem ser no meio do caos, um “herói” ou uma “vitima”. A escolha essa está nas suas mãos, ou melhor na sua mente. Pense que marca quer deixar. Escolha e decida. Recordo apenas que a tranquilidade permite-nos ver a realidade com maior nitidez, para saber reagir, de forma acertada, racional e responsável.

 

Ative-a, traz consigo a serenidade, inteligência e prudência.

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