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A solidão de cada dia

Às vezes é melhor estar sozinha do que em má companhia.

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Não sei se a solidão pode ser algo alegre, triste ou essencial. Pensei nisso no outro dia, quando olhei para o meu passado, que não deixa de ser presente. Teve uma fase, até interessante, em que seguir sozinha fazia todo o sentido.  Fazia sentido porque para mim, que sou geminiana, não existe algo pior no mundo do que dar satisfações a alguém.  Cobrança  em exagero nunca fez parte dos meus relacionamentos. Ter alguém e ser livre é algo ainda intangível para muitos e, talvez, contraditório, para uma geração pós-moderna.

 

Deveríamos aprender mais com Sartre e Simone de Beauvoir sobre o amor sem possessão. Mas não, estamos sempre em busca do amor verdadeiro, fiel, eterno. O que para mim não passa de uma propaganda enganosa. O mito do Andrógeno explica bem essa minha afirmação.  Na mitologia grega, existe um ser que é parte homem, parte mulher. Esses seres eram tão completos e inteiros que despertavam a inveja de Zeus.  O patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagueavam pelo mundo em busca da sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós. Homens e mulheres à procura da sua alma gémea.

 

E estamos sempre, constantemente, assim, num estado de busca. E então pergunto-lhe: o amor é realmente o combustível necessário para que o ser humano se sinta feliz? Acho que não é condição essencial. Aí volto à solidão. No outro dia, ao almoçar nu restaurante, ouço duas amigas que não se viam há muito tempo. O diálogo começou com a mais loira a perguntar: Já te casaste? A morena respondeu: Não, estou sozinha há muito tempo.  A expressão da outra foi de surpresa ou de indignação.

 

Muitas pessoas têm a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas e nem sempre é assim. Muitas mulheres escolhem ficar nesse estado civil por que querem.  Às vezes, saem com um sujeito aqui e outro ali, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Há algum problema nisso? Creio que não. Então, a solidão pode ser essencial e alegre também, só depende da forma como encara a sua solidão. Já descobriu como?

 

Tenho um vídeo no meu canal do youtube sobre esse tema. Veja aqui.

Beijinhos!

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