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A responsabilidade de criar as líderes do futuro

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Numa altura em que a mulher assume cada vez mais o seu papel na sociedade e vai conseguindo, ainda com muitas resistências, afirmar o seu valor, há estudos que indicam haver uma alarmante queda de autoestima nas jovens à medida que elas se aproximam da adolescência.

 

Se a sociedade vai criando o seu espaço para a liderança no feminino, é imperioso que as mulheres estejam prontas a assumi-lo. Para isso, é preciso combater as resistências e os medos que começam ainda na adolescência nas meninas: sentem que não gostam delas e por isso tentam ser agradáveis a “todo o custo”, são passivas, modestas e sentem a pressão para obedecer aos padrões convencionais de ser feminina – sejam eles desadequados à sociedade de hoje.

 

Estudos de 2006 provam que 74% das jovens adolescentes encontravam-se sob uma pressão grande em “agradar” as pessoas e que elas acreditavam que não era suposto “gabar-se” das coisas que elas faziam bem. Há a pressão de ser aquilo que na mente delas é ser uma “Boa Menina”: a perfeição em todas as tarefas e o nunca desapontar os outros.

 

Mensagens de conflito

As nossas jovens sabem ler a grande mensagem de conflito que a sociedade ainda transmite: na era do empoderamento feminino, há, no entanto, ainda muito poucas em posições de liderança. Na idade adulta, todos estes registos do inconsciente vão traduzir-se em ações que impedem a sua afirmação como, por exemplo, a menor propensão para negociar o seu salário, a dificuldade em gerir conflitos, e falhas e a imposição que se colocam de pedir licença para tudo. Vejamos um estudo que nos revela muito do mundo do inconsciente feminino.

Numa turma se perguntarmos quem a melhor aluna ou melhor atleta:

1º ano (6 anos): Todas levantam a mão.

5º e 6º ano: Elas apontam a outra pessoa a quem elas consideram ser a melhor.

9º ano: aquela que sabe que é a melhor atleta ou aluna ou que tem algum destaque fica ansiosa e preocupada (sob stress) em ser assinalada como a “melhor” porque com frequência elas sabem que esse reconhecimento tem um preço muito caro. Pode ocasionar a exclusão do grupo, o isolamento.

 

Em adulta, a mulher opta muitas vezes por ir ao extremo do significado da modéstia o que se traduz na aceitação de cargos e funções mal remuneradas, com condições precárias.

 

Se ajudarmos as nossas jovens, estamos a cuidar das líderes futuras, mas como o fazer? Ajudá-las a construir o seu “curriculum interior”. Saber exatamente o que elas pensam e sentem e dar-lhes a capacidade para expressar esses sentimentos e pensamentos com convicção. Por exemplo, levantar a mão na sala de aula mesmo sabendo que poderá não ter a resposta certa. As nossas jovens devem ter equilíbrio entre qualidades e defeitos, porque é necessário ter estes aspetos em equilíbrio para estar preparadas para superar as falhas e desafios. É urgente encorajar a seguirem os seus sonhos (meninas com sonhos tornam-se em mulheres com visão).

 

Trabalhar a liderança das nossas meninas é garante de um futuro onde a igualdade de géneros será realidade e com isso beneficiará toda a sociedade. Na melhor do que trabalharmos a “fonte de resiliência”, os relacionamentos com colegas, professores, familiares e outros adultos. Os relacionamentos oferecem a oportunidade do dia-a-dia a melhor aula prática para ensinar como ser uma líder.

 

Oportunidade

– De se defender elas próprias (falar por si própria, serem a sua própria advogada)

– Negociar

– Compromisso – Responsabilidade

Exemplo: Ensinar a uma jovem de 10 ou 12 anos a dizer a uma amiga ou colega da escola para “parar de gozar-me” ou de qualquer outro comportamento abusivo. Nota: Utilizei a palavra “amiga” porque há casos de meninas que se chamam uma a outra de “amiga” onde nessa relação há um comportamento abusivo, bem seja através do gozo, abuso verbal constante ou de pedidos de fazer os trabalhos da escola por ela sob pena de perder a “amizade”.

 

É imperioso trabalhar nas jovens o conceito do que é ter relacionamentos saudáveis, para poder identificar as verdadeiras amigas. E sabemos bem a importância desta afirmação!

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