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A moda e os novos tempos

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Estamos em plena apresentação das tendências da moda portuguesa para a primavera/verão 2017. A ModaLisboa terminou ontem e o Portugal Fashion arranca na próximo quarta-feira, em Lisboa, e segue depois para o Porto.

 

Fecha-se assim mais uma temporada de semanas de moda, que começa com as grandes capitais da moda: Nova Iorque, Londres, Milão e Paris, e termina para nós com o Portugal Fashion.

 

Queria aqui salientar alguns pontos:

– A moda está a mudar. As novas tecnologias revolucionam tudo, e também a moda, claro. Um debate que começou na época passada continua a gerar controvérsia. Afinal, faz sentido o calendário de moda atual? Hoje vive-se no imediato. As coleções são apresentadas nas passerelles das semanas de moda e imediatamente saltam para as redes sociais, são partilhadas, comentadas… mas não podem ser compradas e usadas. Isto está a deixar os consumidores frustrados, por não poderem satisfazer o seu desejo imediato, e os designers apreensivos, pois investem muito esforço e dinheiro em coleções que correm o risco de, quando chegarem às lojas meses depois, deixarem de ter interesse para os seus clientes. Leia o trabalho que já fizemos sobre este tema, em que questionámos players da indústria nacional e mostramos exemplos internacionais de quem já fez a mudança.

 

– Outro aspeto revolucionário impulsionado pelas redes sociais é o mercado das próprias modelos. Hoje em dia, vale mais quem tem milhões de seguidores do que quem tem as medidas exatas, ou que segue o fluxo normal de castings. E isto já gera críticas dentro da própria indústria, com modelos a degladiarem-se pelo sucesso das Kendall e das Hadid do negócio.

 

–  Os portugueses estão cada vez mais na moda. Seja o país, pelas razões quer todos sabemos, seja mesmo na criatividade fashionista. Temos modelos de projeção internacional, sendo a Sara Sampaio o maior expoente; temos marcas a galgar fronteiras e a tornaram-se referências de estilo para ícones de moda internacionais – a marca de sapatos Josefinas, por exemplo; temos indústrias sexy – a do calçado está a ganhar terreno e a das joias a atrair cada vez mais olhares, sobretudo para a filigrana nacional. Em entrevista à Mood, João Rafael Koehler, presidente da ANJE, revelou-nos que «A moda portuguesa está a ganhar notoriedade internacional». Pois é, temos os olhos postos em nós. Vamos lá a deixar de ter autoestimas baixas e meter mãos à obra para mostrar o que vale a criatividade nacional. Seja na moda, seja noutra área.

 

Boa semana.

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