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À mesa com o arroz: conheça os vários tipos

Sabia que existem pelo menos nove tipos de arroz que podem ser comidos? Para além do arroz corrente e do integral, existem outros tipos que podem fazer parte da nossa alimentação. Conheça-os e saiba como os confecionar.

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Agulha ou extra longo

Este é o arroz corrente, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como durante o seu fabrico é retirada a casca e utilizado talco, o arroz fica polido e com uma coloração branca, no entanto, não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar no mercado e o que tem maior funcionalidade, podendo ser utilizado como ingrediente principal para fazer milhares de receitas.

 

Além disso, este tipo de arroz demora menos tempo para ficar cozido em comparação com os outros. A proporção de água que se deve utilizar para cozer esta variedade de arroz é de duas chávenas de água para cada uma de arroz, isto para que o arroz fique macio sem ficar com o aspeto “papa”.

 

Arroz integral 

Por não ser retirada a casca durante o processo industrial, o arroz integral mantém a camada externa do cereal, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o arroz branco, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais de magnésio. Além de ser boa fonte das vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e vários sais minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o trânsito intestinal regularizado. O arroz integral pode ser encontrado com alguma facilidade, mas o seu preço é superior que a variedade tradicional.

 

No momento de confecionar um prato com arroz integral, é importante lembrar-se que este arroz demora mais tempo para ficar cozido, e que precisa de mais água para ficar com uma consistência ideal para ser comido. Deve-se utilizar o mesmo número de chávenas de água e de arroz, e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até que esteja pronto.

 

VEJA TAMBÉM: PARA COMER MELHOR: O MANUAL DA DGS SOBRE ALIMENTOS RICOS EM PROTEÍNA

 

Arroz parboilizado 

Este tipo de arroz, assim como o integral, está cada vez mais a ser apreciado e consumido pelos portugueses. Devido ao tratamento hidrotérmico (água a ferver) que é aplicado sobre o arroz – que consiste em cozinhar parcialmente os grãos de arroz com casca –, parte das vitaminas e dos sais minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando desta forma o valor nutricional e concentrando uma maior quantidade de vitaminas do complexo B nos grãos de arroz. Ou seja, o processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos aos do arroz integral. Além disso, a temperatura superior a 58ºC usada no processo de parboilização modifica a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca.

 

Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais (ervanárias e dietéticas) ou na secção dos produtos naturais nas grandes superfícies comerciais, este tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparação e confeção do arroz branco (agulha ou extralongo), uma vez que já que não tem casca.

 

Arroz cateto ou japonês 

Como o próprio nome indica, esta variedade de arroz é a base da culinária japonesa. São grãos curtos, curvados e um pouco transparentes, contêm uma grande quantidade de amido e, após a confeção, tendem a ficar mais macios e cremosos, quando comparados com o arroz branco (agulha ou extralongo). Esta variedade também pode ser encontrada com casca, concentrando assim o seu valor nutricional, por exemplo em vitaminas do complexo B e em sais minerais.

 

Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique “empapado”, é importante que a pessoa deixe a cozer por mais tempo do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma chávena de água para cada duas de arroz.

 

Arroz arbóreo 

Apresenta-se com um grão mais arredondado, onde concentra bastante amido, que confere uma consistência mais cremosa. Tem uma incrível capacidade de absorver temperos/condimentos. Por isso mesmo, é o mais indicado para confecionar e preparar risotos. Como não tem casca e não passa por nenhum processo industrial que conserve os nutrientes, esta variedade de arroz tem o mesmo valor nutricional que o arroz tradicional. Pode ser encontrado nas lojas de produtos naturais (ervanárias e dietéticas) ou na secção dos produtos naturais nas grandes superfícies comerciais, e método de confecionar é o mesmo do arroz branco (agulha ou extralongo).

 

Arroz basmati ou indiano

Bastante conhecido devido ao seu aroma que lhe é característico, com um toque ligeiro e adocicado de nozes. A diferença do arroz basmati em relação ao arroz corrente é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante a preparação/confeção sem que os grãos de arroz fiquem pegados uns nos outros. Esta variedade apresenta grãos mais longos e que ficam ainda mais compridos quando cozinhados. Mesmo que o valor nutricional seja muito semelhante ao do arroz tradicional, o arroz basmati pode ser utilizado em ocasiões especiais para variar a ementa, por exemplo.

 

O arroz basmati é mais caro que o tradicional, e pode ser comprado nas grandes superfícies comerciais e em lojas de produtos naturais (ervanárias e dietéticas). Nota – como já tem um sabor e aroma bastante característico, esta variedade de arroz dispensa a adição de temperos/condimentos durante a confeção/preparação.

Arroz vermelho

O arroz vermelho é rico em monocolina, uma substância que pode ajudar a diminuir as taxas de LDL (o mau colesterol) no sangue. Além disso, o extrato desta variedade de arroz pode facilitar a circulação sanguínea, a digestão e a função intestinal. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz tradicional. A confeção/preparação pode ser feita da mesma forma que o arroz branco (agulha ou extralongo). Também é bastante acessível e pode ser encontrado nas grandes superfícies comerciais.

 

Arroz negro

Apesar de ainda não ser muito conhecido, o sabor e a cor acastanhada do arroz negro podem ser novidade por Portugal, mas já é bastante conhecido na Ásia há milhares de anos. Esta variedade de arroz contém 20% a mais de proteínas e 30% a mais de fibras em relação ao arroz integral. E ainda contém um elevado teor de ferro, menos gordura e menos calorias.

 

Análises químicas feitas a este arroz também concluíram que apresenta uma grande quantidade de compostos fenólicos (substâncias antioxidantes que combatem os radicais livres prevenindo o envelhecimento precoce, doenças crónico-degenerativas, doenças cardiovasculares e até diversos tipos de cancro).

 

Arroz selvagem 

Ainda pouco comercializado em Portugal, o arroz selvagem, apesar do nome, não é propriamente uma variedade de arroz, mas sim um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (castanhos e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz tradicional, já o interior tem um aspecto claro e macio. É bastante utilizado na culinária oriental, mas como são poucos os locais onde é produzido (Estados Unidos da América e Canadá), ainda é pouco conhecido, divulgado e comercializado em Portugal.

 

Geralmente só é vendido em lojas de produtos naturais (ervanárias e dietéticas). As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção dos nutricionistas, porque esta variedade de arroz é pobre em gorduras e rico em proteínas (de origem vegetal), no aminoácido lisina (um aminoácido bastante importante para o nosso organismo) e em fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.

 

A saber…

Qualquer tipo de arroz deve geralmente ser lavado antes de cozinhar, para que sejam retirados pedaços de plantas e materiais residuais que existam e que podem afetar depois o sabor do arroz.

 

A tabela seguinte indica o valor nutricional das várias variedades de arroz.

 

Variedade Calorias (kcal) Hidr. Carb.(g) Proteínas (g) Gorduras (g) Fibras (g)
Branco 124 26 2,32 1,18 0,49
Integral 76 14,5 3 1 2,7
Parboilizado 123 25,6 3,2 0,6 0,63
Cateto 180 39,1 4 1 1
Arbóreo 175 39,2 4,16 1,17 0,5
Basmati 171 38,1 3,5 0,5 0,8
Vermelho 173 36,4 4,9 1 4,2
Negro 173 36,4 4,9 1 4,2
Selvagem 170 35,6 6 0,5 3
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