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A maioria dos portugueses gosta da sua voz

A voz é um dos bens mais preciosos que temos e é muito mais do que uma forma de comunicação. Faz também parte da nossa personalidade, sendo um fator distintivo. No Dia Mundial da Voz, falamos-lhe sobre este instrumento que temos, mas ao qual nem sempre damos o devido valor. Ainda assim, um estudo da Associação Portuguesa de Professores e Profissionais da Voz mostra que gostamos da nossa voz… e de cantar.

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A Associação Portuguesa de Professores e Profissionais da Voz (APVoz) fez um estudo sobre ‘Os Portugueses e a sua relação com a sua voz’, no qual foram colocadas várias questões aos inquiridos. E a maioria diz que gosta bastante da sua voz. Um pouco mais de 200 indivíduos indicaram o nível quatro, correspondente a um ‘gosto muito’ (39,9%) , e cerca de 170 indicaram o nível cinco (‘gosto imenso’ – 31,1%), numa escala de 1 a 5.

 

Ao que parece, de acordo com o estudo da APVoz, de fevereiro de 2018, nós, os portugueses, identificamo-nos bastante com a nossa qualidade vocal. Apenas 43 pessoas indicaram não se identificar com a sua voz. «A voz é extremamente importante para a maior parte dos inquiridos», pode ler-se no estudo, tendo 63% da sua população explicado que consideram a sua voz extremamente importante (o mais alto grau de qualificação).

 

Mas, há que ressalvar que cerca de 67% das pessoas inquiridas dependem da sua voz para desempenhar a sua atividade profissional. Sendo, nesse sentido, que mais de metade, 54%, refere usar a sua voz constantemente no seu dia-a-dia.

 

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E como cuidam os portugueses da sua voz?

Através dos dados obtidos até aqui, «torna-se claro que a voz possui grande importância para a maior parte dos portugueses aqui entrevistados. Deste modo, espera-se algum grau de preocupação com a saúde da voz, principalmente no grupo de profissionais da voz, já que para estes o risco de desenvolvimento de patologias vocais relacionadas com abuso vocal é bastante elevado, riscos esses comparáveis aos de exposição a químicos perigosos ou ao sol», explica o estudo.

 

Em comparação com os homens, são as mulheres as são mais propensas a patologias vocais, «apresentando um maior número de doenças crónicas associadas a comportamentos de abuso vocal. Estas diferenças de género devem-se em parte a diferenças morfológicas, funcionais e endócrinas entre homens e mulheres. Por exemplo, a fonação nas mulheres requer um maior número de colisões das pregas vocais por segundo, uma vez que as suas pregas vocais, trato vocal e pressões pulmonares são mais pequenas. Por outro lado, as mulheres possuem variações endócrinas associadas ao desenvolvimento biológico do seu sistema reprodutor, expondo-as a um maior risco de patologias vocais do que os homens», acrescenta o relatório da APVoz.

 

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Em Portugal, apesar disso o número de mulheres que procura especialistas de otorrinolaringologia foi menor do que os homens. Contudo, entre 2011 e 2016, esse episódio alterou-se, verificando-se uma grande procura por parte das mulheres em consultas de otorrinolaringologia. Ainda assim, isso não indica que tenham procurado essa ajuda para tratar da sua voz, até porque essa especialidade médica trata muitos outros assuntos relacionados com garganta e ouvidos.

 

Aliás, não só não quer dizer, como se observou «que uma percentagem elevada (40%) de inquiridos reportou não ter cuidados com a voz, comparativamente com os 29% daqueles que afirmam ter um cuidado extremo». De acordo com o estudo, tal facto poderá ser explicado pela ausência de sintomas preocupantes ou pelo simples facto de nunca ter tido um problema vocal.

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