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A importância dos probióticos em tempos de pandemia

Entre os aspetos alimentares destacam-se a importância da ingestão variada de alimentos naturalmente ricos em probióticos, como os laticínios fermentados, assim como em prebióticos, como a fruta e os hortícolas, as leguminosas e os cereais e derivados integrais.

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Os últimos meses têm sido marcados por quase todos os fatores anti saúde que conseguimos enumerar: stress generalizado (pelo receio do vírus que tem provocado esta pandemia), necessidade de isolamento social e confinamento nas próprias casas (com impacto na dimensão social e psicológica individual e coletiva), assim como as inevitáveis alterações na condição socioeconómica das famílias e nos hábitos alimentares e de atividade física.

 

Tudo isto pode condicionar de forma muito negativa o microbioma humano, ou seja, a quantidade e tipo de microrganismos (fungos, bactérias, vírus, etc.) que colonizam o nosso intestino, pele, boca, genitais e pulmões.

 

Funções da microbiota

É já sabido que a microbiota (conjunto de microrganismos que colonizam o corpo, nomeadamente o intestino) tem muitas funções essenciais, entre as quais (1) ajudar na produção intestinal de vitaminas B e K, (2) influenciar o desenvolvimento e atividade do sistema imunitário (efeito de barreira no combate aos agressores externos ao organismo), (3) digerir conteúdo alimentar não digerido pelo intestino delgado (p.e. fibras), e portanto, assegurar um ótimo funcionamento do trato gastrointestinal.

 

Mais atividade física e hidratação, melhor alimentação, menos stress e ambientes menos poluídos destacam-se como sendo componentes essenciais do estilo de vida que contribuem para um melhor equilíbrio entre a microbiota benéfica e prejudicial para o organismo humano.

 

VEJA TAMBÉM: BOA ALIMENTAÇÃO PARA FORTALECER O SISTEMA IMUNITÁRIO

 

Entre os aspetos alimentares destacam-se a importância da ingestão variada de alimentos naturalmente ricos em probióticos (microorganismos vivos, que se juntam à nossa microbiota intestinal, equilibrando-a), como os laticínios fermentados (iogurtes e leites fermentados), assim como em prebióticos (fibra solúvel que alimenta esses microorganismos) como a fruta e os hortícolas, as leguminosas e os cereais e derivados integrais.

 

Estes devem ser escolhidos em detrimento de produtos alimentares ultraprocessados, bebidas alcoólicas, com excesso de sal e açúcar e outras substâncias pró-inflamatórias, como as gorduras saturadas, por exemplo. Conseguindo melhorar todos estes fatores, não há necessidade de suplementar a alimentação com pré ou probióticos não alimentares. Reavalie a sua rotina diária nesta fase de desconfinamento pós-COVID e veja o que deve de forma prioritária corrigir no seu dia-a-dia.

 

De seguida veja uma receita deliciosa com iogurte natural.

 

Panquecas saudáveis

(8 a 10 panquecas pequenas)

Ingredientes:

100ml de iogurte natural

2 colheres de sopa de linhaça triturada

10 c. sopa água

1 c. café (rasa) curcuma

2 c. café fermento

10 c. sopa farinha espelta

1 c. sopa óleo de coco

q.b. mel

q.b. fruta a gosto

q.b. pepitas de cacau

q.b. manteiga de amendoim

q.b. castanhas do maranhão

 

Preparação:

– Para preparar as panquecas comecei por hidratar a linhaça nas 10 colheres de sopa de água, deixando repousar 15 minutos.

– Então misturei a farinha com o fermento e a curcuma. Envolvi o óleo de coco, o iogurte e a linhaça hidratada.

– Deixei a massa repousar 10 minutos antes de cozinhar pequenas porções numa frigideira antiaderente previamente aquecida.

– Servi as panquecas com fruta e toppings a gosto (mel, manteiga de amendoim, castanhas do maranhão e pepitas de cacau).

 

Por Ana Bravo

Nutricionista

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