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A história da corredora com esclerose múltipla

Conheça a história inspiradora de Kayla Montgomery, uma jovem corredora que sofre de esclerose múltipla e colapsa no final de cada corrida

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O nome de Kayla Montgomery não é estranho aos aficionados de atletismo. A jovem é uma das promessas nas provas de longa distância e tem vindo a quebrar recordes. Além disso, a história de Kayla, natural da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, guarda outras surpresas. A jovem americana foi diagnosticada com esclerose múltipla aos 15 anos e, desde então, tem lutado contra a doença com a sua paixão pelo atletismo.

 

A esclerose múltipla é uma doença progressiva que afeta o sistema central nervoso. Apesar de não haver uma cura, os efeitos podem ser controlados com medicação. Foi durante um jogo de futebol que Kayla sofreu o primeiro ataque, que provocou uma queda violenta. Quando foi diagnosticada com esclerose múltipla, depois de semanas de testes e ansiedade, a jovem reagiu com incredulidade e revolta.

 

Depois de algum tempo de pausa no desporto, em que Kayla recebeu tratamento para a dormência que sentia nas pernas, a atleta teve de deixar o futebol e decidiu dedicar-se ao atletismo: «Eu não era fantástica na corrida. Mas era a número oito da minha equipa e se alguém se magoasse era eu que tinha de competir. Queria estar pronta por isso treinei duramente e isso ajudou-me a ultrapassar uma fase menos boa», explicou a jovem em declarações à CNN. A sua saúde melhorou, as notas também e Kayla recuperou a alegria de viver.

 

Mas o primeiro ataque da doença deixou mazelas, lesões no cérebro e na coluna vertebral que afetam a sensibilidade das pernas. Assim, quando o corpo de Kayla sobreaquece, durante uma corrida, a jovem deixa de sentir as pernas. Com o tempo, a atleta aprendeu a usar os braços para controlar a velocidade do corpo mas ainda assim explica que o momento em que se apercebe que deixa de sentir a parte inferior do corpo a meio de uma corrida é sempre assustador.

 

Durante o ensino secundário, Kayla e o treinador Patrick Cromwell, que a jovem vê como um segundo pai, desenvolveram uma rotina que aprofundou o laço entre os dois. Patrick esperava por Kayla na linha de chegada para segurar a jovem, que colapsa depois de cada corrida.

 

A atleta precisa então de ingerir água e colocar gelo nas pernas para acelerar a descida de temperatura do corpo e recuperar a sensibilidade das pernas, o que acontece cerca de dez minutos depois. Os médicos asseguram que correr não traz riscos acrescidos para a jovem mas há a possibilidade de Kayla perder a mobilidade de um dia para o outro.

 

Depois de quebrar vários recordes durante o ensino secundário, a jovem foi convidada a integrar a equipa da Universidade de Lipscomb, em Nashville, onde tem vindo a fazer um percurso brilhante. Kayla é hoje um exemplo de determinação e superação na luta contra a esclerose múltipla.

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