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A força do eclipse solar do solstício de verão

O solstício de verão que marca um novo ciclo de vida e nos encaminha para novas ações de forma a ligarmo-nos à mãe natureza, à luz, à vida, ao apego, à nutrição a tudo o que nos funde com o ying e o yang, formando o eclipse solar de caranguejo. Mas o que nos guia este aspeto e de que forma nos liga aos acontecimentos?

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Quando a lua nova se forma com os nodos lunares quase juntinhos ao sol e a lua, digamos que o propósito do feminino e masculino se fundem numa profunda conexão, mas não com a clareza da sua ação. Isto porque o inconsciente, ou seja, o feminino, aquele que abraça, acolhe, e se move por emoções de acordo com o que somatizou na sua memória um passado que o levou a criar observar a sua sombra, se liga de tal forma com a luz, a ação, o masculino o que  procura levar a vitalidade, a força, de acordo com o que recebe desta lua.

 

Ao se juntarem, a luz/sombra confundem-se como se dois fossem um só, e para que algo de muito poderoso se realize, que é a nossa vida, o poder andar, respirar, caminhar, viver numa consciência de medo/amor. Estes aspetos em eclipse podem levar a uma explosão de sentimentos reprimidos, culpar os outros das nossas ações e viver na ilusão de que tudo o que fazemos não tem ação no coletivo, mas vejamos mais fundo.

 

Este eclipse solar é a lua que fica em ação, e tudo vai depender do que cada um traz na sua sombra e em ligação com mercúrio que esta retrógrado, também ele em caranguejo, e a ação de espelho com o capricórnio, oposto deste signo, a manter a sua tripla, júpiter, plutão e saturno, sendo que este ultimo ainda em aquário, mas todos em retrogradação.

 

O último eclipse solar de caranguejo foi a 26 de dezembro de 2019, mas os nodos estavam no próprio eixo, desta vez, e ao fim de 19 anos no eixo gémeos/sagitário, o que torna ainda mais potente a força deste eclipse, mas mais concretamente em quê?

 

Na forma como nós próprios lidamos com as aprendizagens da vida, da nossa cultura, educação, como tratamos a nossa criança interior, de que forma aceitamos as leis impostas e a capacidade de lidar com o que não queríamos aceitar, como lidamos com a nossa família de sangue, e a família universal. Começamos a ser chamados ao karma coletivo?

 

Num período de desconfinamento da pandemia em quase todo o mundo, sem termos a certeza de quando o vírus já soltava a sua contaminação no ar, será que mercúrio, planeta ligado ao ar, aos pulmões, à expansão e repressão, soltará as suas partículas no ar de assuntos que fomos somatizando desde o último solístico de 2019? Será como Chico Xavier nos alertou que em 2019 teríamos a data limite? Mas limite de quê? De conduta humana, de que o outro importa, de que tudo o que faz afeta o outro, de que ao magoar o seu “irmão” está a magoar-se a si, de que o alimento a família, a sustentabilidade de afeto, apoio, aceitação de diferença, de respeito e dignidade são os valores de uma sociedade e de uma vida em missão que vai somatizando e levará à sua ascensão?  Agora de que forma o quer fazer? Ainda acha que o que faz não afeta a vibração da sua família?

 

Um solstício que promete trazer o poder da ação que tanto pode levar à violência ou a revindicar os nossos valores de acordo com o que traz do seu passado? A família, a pátria, os valores de cuidar, tratar, amar, e saber aceitar são chamados à razão e tudo vai depender de como os seus neurónios se ligam a esta vibração, para que ao soltar palavras, ao emanar a sua ação para o ar, a força seja de cura, de união e não de mais violência e mais separação, com uma pandemia que, se continuarmos a achar que o outro não importa, e poucos ainda a lutarem por esta união, não será o suficiente para despoletar mais partículas no ar que nos vão continuar a contaminar e de novo poderemos confinar.

 

Que seja um festejo a vida, a união, a ligação de aceitação numa forte união da sombra/luz que leva a uma fusão de poder em prol de saber viver. Um eclipse dura pelo menos seis meses até o próximo se realizar no seu próprio eixo, neste caso em novembro,  e até lá terá ciclos, sendo o mais desafiante ao fim de três meses, quando se dá a sua quadratura e iremos manifestar o que semeamos neste dia 21 de junho e seremos confrontados com o desafio das nossas ações.

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