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A etiqueta ‘consumir antes de…’ pode ter os dias contados

Um novo sensor desenvolvido nos Estados Unidos pode vir a revolucionar o mercado de frescos, ao indicar o estado real do produto, com base numa tecnologia acessível aos consumidores. Assim, comer um iogurte para lá da data recomendada no rótulo pode deixar de ser uma preocupação.

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Quem não comeu já um iogurte que ultrapassou o prazo recomendado de consumo e desejou que nada de pouco recomendável acontecesse? Esta preocupação pode ter os dias contados, com o desenvolvimento de um novo sensor que avalia o estado real do produto e que pode vir a revolucionar o mercado de frescos, revela a Universidade de Clarckson em comunicado.

 

Esta etiqueta inteligente foi desenvolvida durante dez anos nos laboratórios desta universidade e funciona através do uso de nanoestruturas, sensores que capturam e ligam compostos pré-determinados que distinguem a mudança de estado do produto. Para testar uma amostra, adiciona-se simplesmente uma parte a uma superfície reativa.

 

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Quando o produto altera o seu estado por motivos de deterioração, é emitida uma cor para alertar para essa mudança. É uma inovação simples que pode dizer aos consumidores quando a qualidade do produto realmente se altera, e que pode não coincidir com a etiqueta ‘consumir antes de…’, que normalmente acompanha este tipo de produtos.

 

A tecnologia levou cerca de dez anos a ser desenvolvida. Enquanto o teste inicial estava focado na deteção de antioxidantes no chá e no vinho, a tecnologia evoluiu e «pode ser aplicada de várias maneiras diferentes», explica Silvana Andreescu, líder do projeto, que observa que estes sensores de primeira geração são apenas o começo de uma nova forma de etiquetagem.

 

A equipa atualmente está a trabalhar nos sensores para ampliar o alcance da aplicação, que inclui pesticidas, adulterantes e marcadores para frescura ou deterioração em vários estágios de teste. «Nós gostaríamos realmente de colocar essa tecnologia nas mãos dos consumidores e continuar a expandi-la para medir outras toxinas e patógenos», refere Andreescu.

 

Veja o vídeo (em inglês)

 

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