Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»A ‘eterna’ incompreensão do sofrimento mental

A ‘eterna’ incompreensão do sofrimento mental

Sofrer de transtornos de ansiedade, transtornos do humor, transtornos alimentares ou qualquer outra patologia mental é um verdadeiro desafio. Não só pelas consequências diretas decorrentes da doença, mas também pela dificuldade em encontrar o suporte necessário.

Pinterest Google+
PUB

Segundo a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, mais de um quinto dos portugueses sofre de uma perturbação psiquiátrica. As perturbações mentais e do comportamento representam 11,8% das doenças em Portugal, mais do que as doenças oncológicas (10,4%). No entanto, estes números não parecem ser suficientes para mudarmos a visão acerca da forma como ainda olhamos para a saúde mental.

 

Sofrer de transtornos de ansiedade, transtornos do humor, transtornos alimentares ou qualquer outra patologia mental é um verdadeiro desafio. Não só pelas consequências diretas decorrentes da doença, mas também pela dificuldade em encontrar o suporte necessário.

 

VEJA TAMBÉM: URGE DESCANSAR: LIVRE-SE DO MITO DE QUE REPOUSO É PREGUIÇA

 

A sociedade ainda não sabe como lidar com a ausência de saúde mental de forma adequada. A falta de empatia, de conhecimento ou de recursos leva a adotar atitudes erradas, culminando no aumento do sentimento de incompreensão e de solidão do doente mental.

 

Certo que não há uma receita, no entanto, há alguns comportamentos que pode evitar.

 

Evite minimizar o problema

A reação imediata e natural de muitas pessoas ao ouvir a história de quem sofre é minimizá-la. Assim, utilizam frases como: “estás a fazer uma tempestade num copo d’água”, “todos nós temos problemas”, ou “é só uma fase má, vai passar”. Mas tal não ajuda a pessoa a relativizar, apenas a faz sentir mais sozinha, incompreendida e invalidada.

 

Não culpe a pessoa doente

Outra resposta muito comum é culpar a pessoa doente pela sua condição de doente. “Tens uma atitude muito negativa, então nunca vai acontecer nada positivo”, “não fazes nada o dia todo, tens que sair e se distrair”, “não mudas porque não queres”. Estas e outras afirmações apenas refletem a incompreensão do sofrimento mental. Não são sentidas como inofensivas e aumentam notavelmente o sofrimento emocional da pessoa.

Estigmatizar

Igualmente prejudicial é estigmatizar a pessoa, passando a defini-la pela sua doença e não por quem ela é verdadeiramente. Em vez de sentir empatia por ela, apoiá-la e ajudá-la, apenas recomenda que procure ajuda profissional deixando a pessoa sozinha diante dos seus problemas.

 

Para evitar todas estas reações, muitas pessoas com distúrbios mentais optam por ocultar a sua condição e demoram a procurar ajuda, agudizando o seu sofrimento.

 

Não permita que tal ocorra, faça a diferença!

 

Ouça, tenha um interesse genuíno no que a pessoa pensa, sente e experimenta para que lhe seja possível entendê-la. Tenha empatia, em vez de julgá-la ou culpá-la, coloque-se no seu lugar. Seja paciente, os distúrbios psicológicos podem levar as pessoas a ficarem irritadas ou a agirem de maneira dolorosa ou incompreensível.

 

Tenha em mente, que o maior sofrimento é sofrido pela pessoa não por si. Pense nisso!

 

 

Artigo anterior

Ainda não foi de férias? Punta Umbría é já aqui ao lado

Próximo artigo

Hálito a alho: conheça a solução segundo a ciência