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A doença do século

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Olá! Hoje gostaria de falar um pouco sobre aquela que tantos apelidam de “a doença do século” e que dá pelo nome de depressão. Antes de me aventurar pelo tema, gostaria de deixar alguns pontos bem claros:
– Não sou profissional de saúde
– A minha opinião é apenas a de um comum cidadão
– Nada do que escrevo assenta em estudos clínicos

 
De acordo com as definições médicas e da própria OMS (Organização Mundial de Saúde), «a depressão é um transtorno mental comum que se caracteriza por tristeza, perda de prazer e interesse, perturbações do sono…»

 
Há quem diga que a depressão se deve a um desequilíbrio de neurotransmissores no cérebro como por exemplo a serotonina. Faz sentido, muito até, e por isso faz-me alguma confusão que, se é realmente assim, o diagnóstico seja feito através de um questionário e não através de biomarcadores. É porque, quando eu quero saber os meus níveis de colesterol total, faço uma análise ao sangue. O meu médico nunca me disse que o meu colesterol total era de 200mg/dl depois de me ter feito 20 perguntas acerca da minha alimentação…
 

Há também quem diga que a depressão é consequência de baixa auto-estima e é esta a possibilidade que eu gostaria de desenvolver. Na minha opinião, a auto-estima está fortemente ligada ao auto conhecimento e passo a explicar porque digo isto, recorrendo até a um episódio da minha vida. Há uns bons anos, comecei a interessar-me por música clássica, em particular por peças para piano. A descoberta daquelas maravilhas escritas há centenas de anos por génios como Mozart, Chopin, Rachmaninov, etc. produziam em mim sensações nunca antes sentidas e pouco tardou até que eu tivesse decidido a aprender piano para também poder tocar aquelas obras. Um dia, em conversa com o meu chefe, que tinha tido aulas de piano quando era criança, contei-lhe este meu sonho, o de poder interpretar aquelas peças, ao que ele imediatamente me disse que isso seria quase impossível e eu quase ofendido perguntei porquê? A resposta foi que para atingir o nível necessário para tocar as ditas peças teria que praticar entre 6 a 8 horas por dia e para isso teria que deixar o meu trabalho. Relembro que a conversa era com o meu chefe…

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