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A ciência do camarão: bom ou mau?

Frito, grelhado, à Guilho, no arroz de marisco… o camarão faz parte das iguarias preferidas dos portugueses. Mas, afinal, é saudável, nem por isso, depende? Quer saber mais sobre este seu ‘amiguinho’ cor de rosa? Veja o que diz a ciência da nutrição sobre os camarões.

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O camarão é bastante nutritivo e fornece grandes quantidades de certos nutrientes, como o iodo, que não são abundantes em muitos outros alimentos. Mas, por outro lado, dado o seu alto teor de colesterol, também entra por vezes na lista dos alimentos pouco saudáveis. Também se acredita que o camarão cultivado pode ter alguns efeitos negativos para a saúde em comparação com os camarões capturados. Então, onde ficamos?

 

«O camarão possui um impressionante perfil nutricional. É bastante baixo em calorias, fornecendo apenas 84 calorias por 85 gramas e não contém hidratos de carbono. Aproximadamente 90% das calorias dos camarões provêm de proteínas, e o resto provém de gordura.  Além disso, fornece mais de 20 vitaminas e minerais diferentes, incluindo 50% das suas necessidades diárias de selénio, um mineral que pode ajudar a reduzir a inflamação e promover a saúde do coração», explica a nutricionista Brianna Elliott, num artigo publicado no site Authority Nutrition.

 

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Este fruto do mar, nos tais 85 gramas, fornece ainda 12% da dose diária recomendada (DDR) de vitamina B12 e 15% de ferro. Fósforo, zinco e magnésio também fazem parte do seu perfil nutricional. Vamos então agora à parte do colesterol, o que lhe dá a má fama. Os mesmos 85 gramas de camarão contêm 166 mg de colesterol. Isto é quase 85% a mais do que a quantidade de colesterol existente noutros alimentos, como o atum, por exemplo.

 

«Muitas pessoas temem alimentos com alto teor de colesterol devido à crença de que eles aumentam o colesterol no sangue e, assim, promovem doenças cardíacas. No entanto, as pesquisas mostras que isso não acontece na maioria das pessoas, já que apenas uma quarta parte da população é sensível ao colesterol na dieta. Para o resto, o colesterol na dieta pode ter apenas um pequeno impacto nos níveis de colesterol no sangue. Isso ocorre porque a maior parte do colesterol no sangue é produzido pelo fígado, e quando se come alimentos ricos em colesterol o fígado produz menos», explica a nutricionista.

 

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Assim, de facto, o camarão é rico em colesterol, mas também contém nutrientes, incluindo antioxidantes e ácidos gordos ômega-3, que demonstraram promover a saúde do coração. A especialista relata ainda estudos em que as pessoas que consomem camarão regularmente não têm maior risco de doença cardíaca em comparação com aquelas que não comem.

 

Por fim, recorda a especialista, é preciso ter em consideração a origem do camarão. Os criados em aquacultura podem estar contaminados com antibióticos.  Pelo que deve preferir sempre os selvagens. Veja agora, na galeria acima, como escolher camarão, segundo as recomendações dos nutricionistas.

 

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