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A bordo do Creoula

A vida muda para quem embarca no Creoula. É assim para a maioria dos jovens e menos jovens que por lá vivem temporariamente a vida de marinheiros. Nasce uma nova perspetiva sobre a vida e as suas prioridades. Quem por ali passa diz que é «uma experiência que todos deveriam ter». No dia 21 de junho, o Creoula zarpa novamente.

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Joana Ribeiro, 21 anos, Luis Fialho, 18 anos, e Marta Martins, 19 anos, não podiam ser melhores embaixadores do Creoula. O entusiasmo com que falam da experiência que, em 2013, tiveram a bordo do navio de treino de mar comprova o impacto que este “campo de férias” marítimo teve nas suas vidas. Tanto que, este ano, voltam como monitores de grupos de jovens.

 

«É uma experiência que muda a vida», diz Luis Fialho. «É o melhor investimento que os meus pais fizeram em mim. Se eles não tivessem feito isto, hoje em dia eu não era metade daquilo que sou», acrescenta Marta Martins. E desengane-se quem pensa que este tipo de experiência se destina mais a homens. As duas jovens são peremptórias: «Não há nada que não consigamos fazer».

 

Este ano, as viagens – que têm sempre diferentes tempos de duração – arrancam no dia 21 de junho e terminam a 30 de julho, navegando o Creoula ao longo das costas portuguesa, espanhola e francesa.

 

O navio arranca com 50 jovens carenciados, numa iniciativa do programa Escolhas, premiados com esta experiência pelo bom desempenho nas suas obrigações.

 

Rui Santos, gestor de projeto na APORVELA – Associação Portuguesa de Treino de Vela e coordenador destes programas, refere que «estas viagens são altamente inclusivas e formativas». E acrescenta: «Os jovens têm aqui oportunidade de ter uma experiência única que fica para a vida, mas também podem pensar no mar como uma oportunidade de carreira».

 

Quem entra para o Creoula já sabe que tem de participar nas tarefas e trabalhar para o grupo, mesmo que estas sejam desagradáveis, como fazer limpezas, arrumações ou decalques. A experiência está aberta a todos os que queiram participar «dos 14 anos 114 anos». Os participantes são sempre acompanhados pela guarnição do navio e pela equipa da APORVELA.

 

E ficar longe dos telemóveis e das redes sociais? «É completamente natural. Nós não sentimos necessidade de procurar pelos telemóveis, porque estamos tão distraídos cá dentro com as atividades e os amigos que nem nos lembramos disso. Realmente, é agradável conseguirmos ficar longos períodos de tempo sem estramos dependentes disso», explica Luis Fialho.

 

Para o comandante do Creoula, Cruz Martins, esta «é uma missão que nos dá muita satisfação».

 

O Creoula é, segundo conhecimento da Marinha Portuguesa, o único navio do mundo com guarnição militar que embarca civis. Desde 1987, altura em que o navio se converteu à missão de treino de mar, já passaram pela experiência no Creoula mais de 16 mil civis, sobretudo jovens.  Para o anfitrião, é interessante ver o impacto da experiência nos jovens: «O comportamento antes e depois é completamente diferente. Os jovens entram aqui com uma postura muito individualista, de telemóvel na mão a mandar sms, e saem já a olhar uns para os outros, a sorrir e a conversar. Portanto, para além de tudo aquilo que aprendem relacionado com o mar, esta é uma experiência marcante para todos os jovens que embarcam aqui».

 

As atividades oscilam entre o lúdico e o educativo, um «inter-sale», como diz Rui Santos. Os valores variam consoante a etapa. A mais pequena, de três dias, custa cerca de 150 euros, a maior, com nove dias de duração, custa cerca de 400 euros.

 

 

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