Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»A beleza não é imediata: é preciso pensar para perceber o que é bonito

A beleza não é imediata: é preciso pensar para perceber o que é bonito

Cientistas da Universidade de Nova Iorque quiseram testar as teorias de Kant de que para se percepcionar o que é belo é preciso pensar. Já os prazeres sensoriais dispensam qualquer raciocínio.

0
Partilhas
Pinterest Google+

Experienciar o conceito de beleza requer algum trabalho mental, ou seja, é preciso pensar, dizem os neurocientistas da Universidade de Nova Iorque, EUA, que confirmam assim a teoria de  Emmanuel Kant, que defendia que experienciar a beleza requer pensamento.

 

Dizer que a beleza sempre importou na sociedade, desde os seus primórdios não é correr um grande risco de falácia. «A experiência da beleza é uma forma de prazer», explica Denis Pelli, professor de psicologia e ciências neuronais. «Mas, para obtê-la, devemos pensar».

Veja também: Pelo que é grata?

 

Este estudo revela aquilo que torna a beleza especial. A pesquisa testou as alegações do filósofo do século XVII Emmanuel Kant. Em 1764, nas obras ‘Observations on the Feeling of the Beautiful and Sublime’, e posteriormente em ‘Critique of Pure Judgment’, Kant postulava que experienciar a beleza requer pensamento, mas que o prazer sensorial pode ser desfrutado sem pensamento e pode não ser belo.

 

Para isso, os cientistas realizaram uma série de experiências nas quais os participantes do estudo selecionaram imagens da Internet que achavam ‘muito bonitas’. Os cientistas mostraram aos participantes as imagens selecionadas, bem como imagens avaliadas como ‘bonitas’ ou ‘simples’. Para medir como os prazeres sensuais são sentidos, os participantes receberam doces com sabor de fruta ou tocaram em ursos de pelúcia com várias texturas de lã.

 

Veja também: Tratamentos caseiros para a acne

 

Para cada objeto, os participantes relataram quanto prazer e beleza sentiram. Numa metade da experiência, os mesmos participantes tiveram que completar simultaneamente uma tarefa: ouvir uma sequência de letras e apertar um botão sempre que a letra era a mesma que há duas letras atrás. Isso distraiu os participantes de pensar sobre a imagem, doces, ou no ursinho ao experimentá-los.

 

Adicionada a distração, os sentimentos de prazer e beleza ao ver as imagens bonitas foram reduzidos, mas dificilmente afetou quando viam imagens classificadas como não bonitas. Estes resultados suportam a alegação de Kant de que a beleza requer pensamento. Além disso, um terço dos participantes teve um prazer muito forte com os doces e com o ursinho. Esses prazeres sensoriais foram designados ‘belos’.

 

Artigo anterior

Vamos fazer deste um planeta grande outra vez

Próximo artigo

Quando o móvel da avó ganha vida