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A beleza está a ficar mais democrática, revela estudo

Análise comparou as listas das mulheres mais bonitas do mundo que saíram em capas de revista, em 1990 e em 2017, e concluiu que estamos a evoluir para uma maior expressão dos vários tipos de beleza.

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Uma análise da Escola de Medicina da Universidade de Boston, EUA, comparou os standards de beleza entre 1990 e 2017 e concluiu que a beleza está a ficar mais democrática, não só em termos de maior expressão das diferentes raças, como de tipos de beleza e de idade das mulheres.

 

Publicado no jornal de dermatologia da Academia de Medicina Americana, Jama Dermatology, o estudo comparou a beleza de 50 celebridades consideradas muito belas em 1997 com uma lista de 135 celebridades em 2017.

 

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A lista que comparou a evolução da beleza num intervalo de 27 anos extraiu dados como idade, sexo, raça, tipo de pele, cor do cabelo, cor de olhos e condições dermatológicas visíveis.

 

A análise, realizada por Neelam Vashi concluiu que, em 1990, a pele clara, do tipo 1 a 3 na escala de Fitzpatrick, representava 88% dos casos. Já a pele escura, do tipo 4 a 6, representava 12% das mulheres belas. Em 2017, os tipos de pele clara representavam 70,4% da lista e os tipos de pele escura 29,6%.

 

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A idade média das mulheres representadas também aumentou. Passou de 33,2 anos, em 1990, para 38,9 anos, em 2017. Assim como a representação de mulheres que não são de raça branca. Passou de 24% para 40%. Já a beleza da mistura de raças só estava representada em 2% e surge em 10,4%, em 2017, apura a análise.

 

«Como evidenciado pelos nossos dados e ao contrário de nossa hipótese, atualmente, uma maior variedade de cores da pele e a inclusão de grupos etários mais velhos são representados entre aqueles que são considerados os mais belos. … A plataforma dos media introduziu durante anos alguns critérios para o que constitui beleza. Através deste exame, descobrimos que esses padrões de beleza estão a evoluir à medida que as pessoas aprendem a integrar os efeitos dos media com a exposição a novas culturas e novas normas», conclui o artigo.

 

 

 

 

 

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