Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»A atração é multifatorial: a beleza não está só nos olhos, mas também no nariz e no ouvido do outro

A atração é multifatorial: a beleza não está só nos olhos, mas também no nariz e no ouvido do outro

Se acha que a aparência é que torna as pessoas atraentes, desengane-se. O cheiro e a voz têm um papel fundamental neste fenómeno que move as relações humanas. E não são só as amorosas.

1
Partilhas
Pinterest Google+

Uma equipa de cientistas de várias universidades da Europa e dos Estados Unidos revelam que a atração que sentimos por alguém é um fenómeno multifatorial, não se cingindo apenas ao impacto visual que o outro exerce sobre nós, como tem vindo a ser estudado.

 

O cheiro que sentimos e os sons que ouvimos da outra pessoa desempenham um papel tão importante como a visão. No fundo, são todos os sentidos a trabalhar em confluência para gerar ou não atração pelo outro par.

 

O estudo, publicado no jornal ‘Frontiers of Psychology’, revela que a atratividade desempenha um papel central na comunicação humana não-verbal e tem sido amplamente examinado em diversos subcampos da psicologia contemporânea.

 

Veja também: Será que os opostos se atraem mesmo?

 

Porém, dizem, os pesquisadores têm ignorado a contribuição significativa de modalidades não-visuais e as relações entre elas. «As sugestões acústicas e olfativas podem, isoladamente ou em combinação, influenciar fortemente a atratividade percebida de um indivíduo e, portanto, as atitudes e ações em relação a essa pessoa», pode ler-se no resumo do estudo.

 

Neste estudo, os pesquisadores avaliaram a importância dos registos visuais, auditivos e olfativos nos julgamentos de atratividade e analisaram também estudos neurais e comportamentais que apoiam a natureza altamente complexa e multimodal da perceção da pessoa.

 

Além disso, discutem três hipóteses evolutivas alternativas que visam explicar a função dos múltiplos índices de atratividade. Nesta análise, mostram evidências que suportam a importância da voz, do odor corporal e da aparência facial e corporal na perceção de atratividade.

 

Veja também: Amores quentes: mito ou realidade?

 

Embora a atração física tenha sido amplamente examinada em contexto de acasalamento, a equipa revela que esta também desempenha um papel importante em vários contextos sociais não-sexuais, como na formação da amizade, em contextos escolares e até em entrevistas de emprego.

 

«Juntos, visão, audição e olfação, formam os principais sentidos que processam informações sensoriais do ambiente externo e que, em combinação, aumentam a eficiência das nossas ações e reações para processarmos pistas sociais críticas. Em contraste com outros sentidos (gosto e tato), as pessoas podem formar primeiras impressões de outros com base na sua aparência visual, voz ou cheiro, mesmo a alguma distância, sem envolver a vontade ou consciência da pessoa nesse processo. Neste artigo, argumentamos que uma abordagem mais equilibrada que integre a investigação através destas três modalidades irá fornecer uma evidência mais forte sobre os fatores complexos subjacentes à atratividade humana e até que ponto a atratividade influencia a vida humana.», explicam os investigadores.

 

Artigo anterior

Farmácias vendem antibióticos para cão sem receita

Próximo artigo

Da marmita ao churrasco: como fazer um piquenique em segurança