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A alimentação na escola e a dose extra de preocupação

Em tempo de escola, importa relembrar a necessidade de, desde cedo, serem incutidos bons hábitos alimentares em prol de uma vida saudável.

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Como sabemos, os alunos não devem passar mais de três horas e meia sem comer, por motivos evidentes de desenvolvimento e de apropriada disponibilidade energética para o adequado rendimento cognitivo. Neste sentido, os refeitórios e os bufetes escolares são espaços de capital importância, pois são locais onde as crianças podem encontrar géneros alimentícios, e a Direção Geral de Educação (DGE) tem feito um trabalho importante na adequação dos produtos aí disponibilizados.

 

Ainda assim, nem sempre as escolhas das crianças para os lanches da manhã e da tarde são as mais ajustadas e/ou permitem recuperar a energia necessária para o resto dia, pelo que as merendas preparadas em casa e escolhidas sob o olhar atento dos pais continuam a ser as mais adequadas.

 

Alimentos ricos em gordura, sal e açúcar devem ser evitados, e alimentos ricos em fibra, vitaminas e minerais devem ser promovidos. Para auxiliar na escolha destes lanches as Orientações para os Bufetes Escolares, da DGE, poderá ser uma excelente ferramenta para os pais.

 

Três aspetos devem ser pensados quando se prepara a lancheira: respeitar a segurança alimentar, contribuir para o equilíbrio nutricional da criança e ser cómodo de transportar.

 

Quanto à facilidade do transporte desses alimentos, sob pena de derramarem ou perderem a sua forma inicial, atualmente existem inúmeras opções nutricionalmente equilibradas que podem ser facilmente transportadas e conservadas, como por exemplo, doses de fruta embalada, sumos 100% e néctares, leite meio gordo simples, iogurtes líquidos ou sólidos, e claro a fruta. Estes devem ser acompanhados de pão (preferencialmente de mistura) com queijo, fiambre, marmelada ou compota, sempre em pequena quantidade, embalado convenientemente, em saco plástico apropriado ou embrulhadas em papel de prata ou, ainda, em sacos de pano “feitos pela avó”. As doses individuais de bolacha tipo maria ou de água e sal também são uma boa opção de acompanhamento.

 

Por tudo isto, a introdução da lancheira, cuidadosamente preparada em casa, poderá ser uma verdadeira figura de educação alimentar! E claro, variar o mais possível a composição deste lanche! O variar é uma das regras de ouro da alimentação saudável.

 

Para além da escola, os pais têm de assumir um verdadeiro papel na saúde através da alimentação dos seus filhos. Estes devem procurar levar os filhos a fazerem as melhores escolhas alimentares.

 

Os pais devem também consultar as ementas expostas na escola para assim poderem coordenar o tipo de alimentos e confeções culinárias servidas na escola com o que confecionarão ao jantar para assim existir um maior equilíbrio na alimentação.

 

Hábitos adequados e saudáveis devem ser promovidos junto dos mais pequenos desde a primeira hora, pelo que o arranque do novo ano letivo é uma boa altura para se criar esta disciplina alimentar que irá ter repercussões muito positivas no futuro. Boas escolhas alimentares!

 

Por Alexandra Bento
Nutricionista

 

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