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A agricultura biológica é sustentável?

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Cada vez mais é um tema em debate: qual a origem dos alimentos que consumimos! São muitas as publicações nos meios de comunicação, e com informações muitas vezes contraditórias, o que torna difícil a escolha do consumidor. Contudo, existem factos que não nos deixam dúvidas quanto à sustentabilidade da agricultura biológica.

 

A prática da agricultura biológica permite a preservação e regeneração dos solos, a não contaminação das águas, mas sobretudo privilegia a biodiversidade quer nos solos, quer nos auxiliares e plantas, o que se deve essencialmente ao conjunto de praticas agrícolas utilizadas, como sistemas mistos, rotação de culturas, o não uso de pesticidas sintéticos e herbicidas, as adubações verdes, a manutenção de árvores, sebes, bordaduras (habitats naturais dos predadores), entre outros princípios.

 

A produtividade em agricultura biológica desde que devidamente planeada pode aproximar-se da produtividade do método convencional, contudo os riscos são superiores devido a pragas e doenças, assim como o controlo de ervas infestantes, pelo que este tipo de produção apenas funciona quando muito bem planeado e controlado. Outra questão é o acréscimo de mão-de-obra que se deve principalmente à interdição de muitos dos pesticidas utilizados na agricultura convencional, o que implica uma maior prevenção das pragas, doenças e ervas infestantes e um combate por meios não químicos, com utilização de mais mão-de-obra e equipamento específico.

 

Um sistema de produção em agricultura biológica é sustentável quando devidamente planeado através dos vários métodos definidos, mas sobretudo quando o ecossistema já se encontra em equilíbrio. Certamente não será no primeiro ou segundo ano de produção que se atinge a maior produtividade, mas com o conhecimento e experiência o agricultor consegue excelentes resultados.

 

Não será imediata a alteração das práticas massivamente utilizadas na agricultura convencional, mas naturalmente as técnicas tendem para a redução do consumo de agroquímicos sintéticos com efeitos nefastos na saúde humana e dos ecossistemas, assim como um enriquecimento do solo, que sofre graves consequências com os métodos tradicionais.

 

O grande desafio será produzir mais na mesma área, utilizando menos agroquímicos e menos recursos naturais como a água por exemplo. A sustentabilidade passa também por uma alteração de comportamentos de consumo, onde deve existir um consumo sem desperdícios, um consumo consciente e sem excessos. Deve sempre privilegiar o consumo de proximidade e sobretudo tentar ao máximo produzir os nossos próprios alimentos respeitando os princípios básicos da agricultura biológica e o respeito pela natureza.

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