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12 organizações mundiais alertam para agravamento da situação humanitária na Etiópia

Unicef, Organização Mundial de Saúde e Alto Comissariado para os Refugiados, entre outras, apelam as partes em conflito que cumpram as suas obrigações sob a lei internacional humanitária e de direitos humanos.

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Organizações internacionais alertam para agravamento da situação humanitária em Tigray, na Etiópia. Numa afirmação conjunta, 12 instituições, entre as quais a Unicef, Organização Mundial de Saúde e Alto Comissariado para os Refugiados, ressaltam relatos de ataques indiscriminados direcionados contra civis, incluindo violações e outras formas de violência sexual, sobretudo contra mulheres.

 

«Apelamos a todas as partes estatais e não estatais em conflito a cumprir as suas obrigações sob a lei internacional humanitária e de direitos humanos; garantir que as suas forças respeitem e protejam as populações civis, particularmente mulheres e crianças, de todas as violações dos direitos humanos; explicitamente condenar toda violência sexual; e tomar medidas para levar os agressores à justiça, caso ocorram abusos», assinalam.

 

VEJA TAMBÉM: ETIÓPIA: SOBREVIVENTES DESCREVEM EXECUÇÕES DE CIVIS, BOMBARDEAMENTOS INDISCRIMINADOS E PILHAGENS EM TIGRAY

 

Além dos crimes cometidos, estão a ser relatados desafios significativos no acesso à saúde, bem-estar social e serviços de justiça. Avaliações iniciais em 106 instalações em Tigray, entre dezembro de 2020 e março 2021, mostram que quase 70 por cento das instalações foram saqueadas, 30 por cento danificadas e apenas 13 por cento estão funcionais.

 

Apenas uma instalação oferece a gama completa de serviços para a gestão clínica dos sobreviventes de violação e contraceção de emergência está disponível em menos de metade das instalações avaliadas. A falta de acesso direto aos cuidados de saúde também cria um ambiente de medo a esse acesso, especialmente para as mulheres e crianças que enfrentam ameaças de segurança frequentes, revela o documento conjunto. Além disso, muitos civis deslocados estão abrigados em prédios em construção ou danificados e a maioria dos centros coletivos não incluem espaços de higiene separadas para mulheres e homens, meninas e meninos, aumentando assim os riscos de violência baseada no género e a propagação de certas doenças infeciosas.

 

Recorde-se que tropas da Eritreia mataram centenas de civis desarmados na cidade de Axum, Etiópia, entre os dias 28 e 29 de novembro de 2020, abrindo fogo nas ruas e conduzindo ataques porta a porta, prologando-se um conflito na região desde essa altura.

 

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