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10% dos casos de cancro da mama estão associados a síndromes hereditários

Fatores como a história familiar, sexo e idade são inalteráveis, mas outros tantos são potencialmente evitáveis. Deve ser combatido o excesso de peso, diminuir o consumo de álcool, diminuir hábitos tabágicos, e estimular a amamentação.

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O cancro da mama (CM) é o tumor maligno mais frequente na mulher em todo o mundo, e é a primeira causa de morte por cancro no sexo feminino. Em Portugal, surgem cerca de 4500 novos casos de CM anualmente. O CM também pode afetar homens, mas raramente. A maioria dos CM ocorrem em mulheres com mais de 50 anos de idade, no entanto mulheres mais jovens também podem ser afetadas.

 

Cerca de 10% dos casos de CM estão associados a síndromes hereditários. Mais de 90% dos CM hereditários têm origem em mutações nos genes BRCA (Síndrome do Cancro hereditário da mama/ovário). Menos frequentemente mutações noutros genes podem ser responsáveis por outros síndromes hereditários.

 

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Os síndromes hereditários são o principal fator de risco para ter CM, mas outros fatores, reprodutivos ou ambientais, podem contribuir para a sua origem: idade avançada, excesso de peso/obesidade, alcoolismo e tabagismo, primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa depois dos 55 anos, primeiro filho depois dos 30 anos, não ter filhos, terapêutica hormonal de substituição durante cinco ou mais anos ou ter realizado radiação torácica para tratamento de um outro tipo de cancro.

 

Fatores como a história familiar, sexo e idade são inalteráveis, mas outros tantos são potencialmente evitáveis. Deve ser combatido o excesso de peso, diminuir o consumo de álcool, diminuir hábitos tabágicos, e estimular a amamentação.

 

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Mas afinal como é que podemos diagnosticar um cancro da mama?

O rastreio organizado está preconizado em Portugal entre os 50 e os 69 anos de idade, através da realização de uma mamografia de 2 em 2 anos, com o objetivo de diagnosticar lesões pequenas assintomáticas. O diagnóstico precoce do CM permite assim tratamentos menos mutilantes, menos traumatizantes e menos invasivos, e uma sobrevivência mais longa. Por exemplo, uma doente com um tumor com menos de 2 cm de diâmetro tem 85% de probabilidade de estar viva 10 anos após o diagnóstico, enquanto numa doente com um tumor disseminado com lesões noutros órgãos essa probabilidade será inferior a 15%.

 

O Programa de Rastreio de Cancro da Mama em Portugal, organizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, cobre atualmente toda a Região Centro do País (78 concelhos), os distritos de Beja, Braga, Bragança, Évora, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo e Vila Real, a maioria dos concelhos do distrito do Porto, e os concelhos da Azambuja, Alcácer do Sal, Sines, Grândola e Santiago do Cacém. Nas regiões do país em que ainda não está implementado o rastreio organizado, o seu médico assistente poderá pedir uma mamografia em contexto de rastreio oportunista. O intervalo entre mamografias e a idade do início do rastreio podem ser menores, se houver outros fatores de risco associados.

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