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10 a 20% dos acidentes rodoviários são consequência de fadiga ao volante

#NãoConduzaDeOlhosFechados é a campanha lançada pela Prevenção Rodoviária Portuguesa, pela Guarda Nacional Republicana, pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia, e pela Linde, com o objetivo de alertar os condutores para a fadiga ao volante.

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A fadiga ao volante é apontada como um dos fatores responsáveis por 10% a 20% dos acidentes rodoviários. Com o objetivo de alertar para esta realidade e ajudar os condutores não só a identificar os sinais da fadiga, como também a prevenir e agir perante esta situação, surgiu a campanha ‘Não Conduza de Olhos Fechados’.

 

Apesar da baixa aceitabilidade e da elevada perceção de risco da condução quando fatigados, 59% dos portugueses (60% na UE) revelaram ter conduzido quando estavam demasiado cansados para o fazer, nos 12 meses anteriores ao estudo, tal como indicam os resultados do mais recente estudo europeu sobre opiniões, atitudes e comportamentos auto-declarados dos utentes da estrada no que diz respeito a riscos rodoviários (European Survey of Road users’ safety Attitudes – ESRA 2015), em que a PRP participou, afirma Alain Areal, diretor-geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa.

 

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«Em época de verão, de viagens mais longas rumo às férias e de regresso de tantos emigrantes ao nosso país, consideramos fundamental recordar a importância de um sono reparador antes de viajar», afirma Susana Sousa, representante da Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. «Nesta época do ano, existe um aumento considerável de deslocações e, consequentemente, a exposição ao risco aumenta, tornando-se importante alertar e sensibilizar os condutores para a adoção de atitudes e comportamentos seguros», sublinha Alain Areal.

 

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, para evitar a sonolência ao volante, é essencial uma boa higiene do sono, que se traduz em 7 a 9 horas de sono regular. «Em viagem, perante sinais como bocejos frequentes, visão desfocada, dificuldade de concentração, sensação de sonhar acordado e dificuldade em manter os olhos abertos, o melhor será parar, beber uma bebida cafeínada e fazer uma sesta de 15 a 20 minutos», recomenda Susana Sousa, que sugere ainda que, em viagens longas, a tarefa de conduzir seja partilhada entre vários passageiros da viatura.

 

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Também para evitar a fadiga e a sonolência, Alain Areal sugere que «os condutores iniciem a viagem bem repousados, que comam refeições ligeiras, que não consumam bebidas alcoólicas, que tenham a noção de que alguns medicamentos podem causar sonolência». O diretor-geral  da PRP recomenda também uma pausa ativa de 15 minutos a cada duas horas de condução e que, durante essa pausa, o condutor saia do veículo e faça alguns movimentos.

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